Cacumbi: revitalização

O Cacumbi, o congado da Ilha de Santa Catarina, tem linguagem e linhagem próprias. O último grupo em atividade em Florianópolis, liderado pelo Capitão Francisco Amaro, encerrou-se com a morte do capitão, em 1991. Hoje, um processo de revitalização busca fazê-lo voltar a acontecer na Ilha.

A pesquisa de Chico Saraiva se aproximou do tema na tese-suíte, num capítulo dedicado ao Cacumbi, ao Catumbi e ao Quicumbi, e seguiu viva depois dela. No encontro com Elô Gonzaga, sobrinha-neta do Capitão Amaro, passou a colaborar com a revitalização, em encontros sobre o tema no Espaço Pedra Saraiva de Cultura (25/10/2025 e 29/04/2026).

Em 2025, Chico foi a Justinópolis (MG), à casa do Capitão Dirceu, cujo congado foi registrado na viagem d’A Barca de 2005 e participou do CD Saraivada (Biscoito Fino, 2007). Levou o filme de Zeca Pires com o último registro do Cacumbi do Capitão Amaro, em visita ao Catumbi de Itapocu, em Araquari, no litoral norte catarinense. Seu Dirceu assistiu atentamente, tecendo relações entre os congados mineiros e os catarinenses, e passou a acompanhar o processo de revitalização na Ilha.



Em junho de 2026, um ciclo de debates na Udesc trouxe uma oficina presencial do Capitão João Campos, que assumiu a liderança do grupo, agora chamado Cacumbi Francisco Amaro. O encerramento, do qual Chico participou, foi registrado por Paulo Dias, do Espaço Cachuêra!, que compôs a mesa naquele dia.