Rainhas e Reis

A viola machete, instrumento emblemático do samba de roda do Recôncavo Baiano e dos Transcultural Musical Studies tem sido elemento fundamental pesquisa de Chico Saraiva. É a partir dela — e dos mais de trinta anos de investigação desenvolvidos junto ao grupo A Barca, dedicados às tradições orais brasileiras — que se abre um campo mais amplo de escuta e diálogo com outras expressões da cultura popular do país.

Essa pesquisa se desdobra em encontros com diferentes mestres, comunidades e manifestações tradicionais, aproximando Chico de universos como o samba de roda, o Boi-Bumbá de Parintins, e aprofundando sua relação com diversas outras tradições. É nesse percurso que a viola machete encontra outras “rainhas” e “reis”: instrumentos, cantos, danças e saberes que dialogam entre si, revelando conexões profundas entre diferentes territórios.

Esse caminho de investigação alcança também Santa Catarina, terra natal de Chico Saraiva, onde sua pesquisa, desde o momento de concepção de sua tese-suíte – veja em https://chicosaraiva.com/suite/allemande/a-mbira-da-ilha-de-santa-catariina/2-2-1-3-cacumbi-catumbi-e-quicumbi/ – vem se aproximando da revitalização do Cacumbi (congado catarinense) na ilha, e chegando a novas sonoridades de matrizes afrobrasileiras, inclusive a catarinense, reafirmando seu compromisso com uma escuta viva das culturas populares e com a criação de novas possibilidades de diálogo entre elas.

São Paulo – com ABarca e Famila Menezes no espaço Cachuêra! – 2026

São Paulo – com A Barca  na Casa de Francisca! – 2026

Pedra, Santo Amaro (BA) com Roberto Mendes, Cinho e Agnaldo – 2026

Santo Amaro (BA) com grupo Samba chula João do boi e seu Ecinho – 2026

São Braz (BA) com Dona Zélia, mestre Aurino e outros mestres – 2026

Maracangalha (BA) com mestre Aurino e Dona Zélia – 2025

Florianópolis (SC) na sede do Boi de Mamão do Itacorubi – 2025

Maracangalha (BA) com mestre Aurino e Dona Zélia – 2025

Maracangalha (BA) com mestre Aurino e Dona Zélia – 2025